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► Ministrante
Nivaldo A. Léo Neto (Mestrando em Ciências Sociais-UFCG; Mestrando em Zoologia-UFPB; integrante do Laboratório de Estudos em Movimentos Étnicos- LEME).
► Objetivo
Compreender como a religiosidade afro-brasileira se apropria da biodiversidade como elemento fundamental de sua liturgia, dotando-a de sacralidade.
► Ementa
1º Dia: Agô orixás, Mojubá orixás: breve noção acerca dos cultos afro-brasileiros
- Formação das religiões afro-brasileiras (chegada do negro; processo de sincretismo; diferenças entre Umbanda, Candomblé, Pajelança, Catimbó, Macumba etc.);
- Cosmologia do Candomblé:
- Aiyê e Orum: “entre o Céu e a Terra existem mais coisas do que supõe nossa vã filosofia”
- Os orixás: “Natureza pura e viva”
- A música (e os atabaques), a dança (como manifestação de uma sabedoria sagrada) e o processo de incorporação/êxtase religioso (comunicação entre mortais e imortais);
- Os tipos de cerimônias (iniciação, sacrifício, limpeza);
- Os cargos sacerdotais
- As quizilas e a conseqüente preservação da biodiversidade (restrições);
- O sangue (ejé);
- O Axé: energia dinâmica;
- “Os Itãs contam que...”: por uma leitura dos mitos e lendas relacionados à biodiversidade.
2º Dia: “Se dá vida, por Vida”: os animais na liturgia afro-brasileira
- A importância simbólica do sacrifício e a teoria de Marcel Mauss;
- Etnografia de um Orô (cerimônia sacrificial);
- Os deuses falam aos homens: o jogo de búzios;
- “Comendo com os deuses”: repasto comunal;
- Animais simbólicos em cerimônias de iniciação;
- Etnoconservação
3º Dia: Kossi euê, Kossi orixá: as plantas na liturgia afro-brasileira
- É hora de fazer o abô: a sassanha (ritual de maceração de ervas)
- Classificação etnobotânica (através dos arquétipos; através dos elementos)
- Uso e importância das plantas
- Entidades associadas às plantas: Ossãe e Irôco
- Os Mestres da Jurema e os Caboclos
- Os pretos-velhos: médicos populares
- Etnoconservação.
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